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quarta-feira, 13 de abril de 2011

GAZETA SOCIAL - 06/05/1926

Nota de João da Silva

     Eu, João da Silva, como enviado especial do Jornal GAZETA SOCIAL, tenho acompanhado o movimento revoltoso liderado por Miguel Costa e Luis Prestes para escrever a coluna "PAINEL DAS REVOLTAS".  Frequentemente cito a não adesão do povo e a minha posição contraria ao movimento. Uma leitora, Bia Fortuna, nos enviou uma carta, perguntando o motivo da não adesão do povo, já que, por exemplo, há dentistas e médicos no grupo, que poderiam ajudar a população, haja vista que nada faz o governo. Por isso, estou escrevendo essa nota, que não faz parte da coluna "PAINEL DAS REVOLTAS", já que acredito que muitos outros leitores podem estar com a mesma dúvida, afinal, os ideais do movimento são de fato bons.
    Como já citei em outros textos, o maior receio do povo é a real intenção dos rebeldes. Muitas pessoas com as quais conversei, afirmam que os ideais da revolta são de fato bons, mas é a desconfiança que faz com que não queiram participar. E essa desconfiança é racional. De fato, os líderes da revolta realmente não devem cumprir o que prometem. Basta olhar para seus líderes e a história política desde a proclamação da república. Os militares inicialmente ocuparam poder, depois perdendo-o para políticos ligados aos cafeicultores. Essa revolta muito provavelmente se trata apenas de uma tentativa de retomada do poder pelos militares. Além disso, os líderes do movimento que não são militares, são representantes de uma classe média em ascenção, que estaria apenas preocupada com o atendimento de suas necessidades e uma escalada social.
     A falta de adesão popular ao movimento não se dá pela discordância em relação aos seus princípios. Ela é fundada na desconfiança ,que na minha opinião é coerente, em relação a real intenção de cumprir esses princípios.
     Esses revoltosos apenas prometem grandes benefícios para a população, porque querem usá-los como uma espécie de exército para derrubar o atual governo e assumí-lo, fazendo um governo militar e elitista.
Obs: Todos os textos já postados no blog e os que ainda postaremos têm como referência bibliográfica:
--os slides de história,
--as próprias aulas,
--o site:  http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/coluna-prestes/coluna-prestes-1.php 

Caso retiremos informações de outra(s) fonte(s) que não essas futuramente, iremos citá-la(s).

terça-feira, 12 de abril de 2011

GAZETA SOCIAL - 05/04/1926

PAINEL DAS REVOLTAS

    Um dos pontos de desconfiaça em relação à revolta, do qual eu já falei, é o fato de que por serem da elite, provavelmente estariam preocupados apenas em conseguir benefícios e não se preocupariam com melhorias para o povo, como afirmam. Tenho observado que o grupo opta por não enfrentar o governo diretamente. Sempre preferem despistar as tropas. Provavelmente estão esperando que haja uma grande adesão da população ao movimento para usá-los como massa de manobra. Para usá-los para combater as tropas.

Por João da Silva, correspondente do jornal Gazeta Social

GAZETA SOCIAL - 05/02/1926

PAINEL DAS REVOLTAS

     Acompanhando a revolta por mais um tempo, reafirmo minha posição de desconfiança em relação aos revoltosos. Os que se destacam como líderes são militares, o que deixa bem claro que eles na verdadequerem voltar ao poder, como na época de Deodoro e Floriano. A população, de forma geral, está resistindo a aderir ao movimento. Já cheguei a ouvir relatos de atividades criminosas de integrantes do grupo, mas ainda não tenho certeza sobre a veracidade desses fatos. Por isso, vou me ater aos fatos que realmente considero verdadeiros e que mostram como o movimento não seria aquilo que seus líderes pregam para o povo.

Por João da Silva, correspondente do jornal Gazeta Social

terça-feira, 5 de abril de 2011

GAZETA SOCIAL - 23/12/1925

PAINEL DAS REVOLTAS


     O jornal GAZETA SOCIAL me designou  a tarefa de relatar o que se ocorre na mais recente revolta contra o regime. Estive acompanhando o grupo liderado por Luis Prestes e Miguel Costa que avança  em sua passeata e continuam a brigar por seus direitos e ideais, mas sempre evitando confrontos diretos com o governo.  Procurei também saber a opinião dos cidadãos das regiões por onde o grupo passa. Muitos se mostram contra o movimento, pois desconfiam dos seus reais motivos. Convivendo com esse povo, percebe-se que eles têm razão em desconfiar. De fato, quais seriam os motivos que impulsionaram a revolta? Uma revolta liderada por oficiais do exército seria mesmo para o povo ou uma tentativa de voltar os militares para o poder? Um grupo rebelde onde os integrantes mais influente pertecem a classe média ascendente se preocuparia mesmo com as camadas baixas da sociedade, ou estariam apenas usando-os como massa de manobra? Acompanhando de perto esse movimento já começo a me questionar: O que esses rebeldes realmente querem?

Por João da Silva, correspondente do jornal Gazeta Social

sábado, 2 de abril de 2011

GAZETA SOCIAL - 05/11/1925

PAINEL DAS REVOLTAS

No clima tenso pelo qual o cenário político passa (vários se revoltam, pois se mostram contra uma alternância de poder que seria controlada pelos cafeicultores),  rebeldes se unem por todo o país para lutar contra o atual regime. Mais recentemente um grupo que tem como alguns dos integrantes o capitão Luis Carlos Prestes e Miguel Costa (talvez os maiores entusiastas) se reuniu no Rio Grande do Sul, no dia 29 de outubro, e amotinaram várias unidades militares no estado. Os principais integrantes do grupo eram tenentes, capitães e outras pessoas oriundas de uma classe média ascendente. Seus motivos seriam a defesa do voto secreto,  obrigatoriedade do ensino primário para toda população, concientizar a população sobre a realidade política, nacionalização das empresas estrangeiras, aumento do salário dos trabalhadores, entre outros.


Por João da Silva, correspondente do jornal Gazeta Social